segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Duas histórias, um só exemplo!

Butch O´Hare


Recebi dia desses, por e-mail, o relato de duas histórias que, aperentemente sem nenhuma ligação entre si, mas que no fim se completam e se explicam.

Pela lição que passa, merece ser lida e meditada, por quem é pai e mãe, por quem é filho e filha...

Vamos a elas. São um pouco longas, mas vale a pena serem lidas.

HISTÓRIA NÚMERO UM



Há muitos anos atrás, Al Capone possuía virtualmente Chicago. Al Capone não era
famoso por nenhum ato heróico. Ele era notório por empestear a cidade com tudo
o que era relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos.

Al Capone tinha um advogado apelidado de "Easy Eddie". Era o seu advogado por
um excelente motivo: Eddie era muito bom! Na realidade, sua habilidade,
manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo.
Para mostrar seu apreço, Al Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era
grande, pois Eddie também tinha vantagens especiais.

Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as
conveniências possíveis. A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão
inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago,mostrando pouca
preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco. Ele tinha um filho a quem amava
profundamente. Eddie cuidava para que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo:
roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado para tal. Preço não
era objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, o pai tentou
lhe ensinar o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se
tornasse um homem melhor do que ele. Mesmo assim, com toda a sua riqueza e
influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: não podia lhe
transmitir um nome respeitável ou um bom exemplo.

Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil : tentou corrigir as injustiças de
que tinha participado. Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade
sobre Al "Scarface" Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho
alguma coisa semelhante à integridade. Para fazer isto, ele teria que testemunhar
contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele
testemunhou.

Um ano depois, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio numa rua de
Chicago. Mas, aos olhos dele, tinha dado ao filho o maior presente que poderia lhe
oferecer, ao maior preço que poderia pagar. A polícia recolheu em seus bolsos um
rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma
revista.

O poema:


"
O relógio da vida recebe corda apenas uma vez
e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão,
se mais cedo ou mais tarde.
Agora é o único tempo que você possui.
Viva, ame e trabalhe com vontade.
Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a
qualquer momento
."

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HISTÓRIA NÚMERO DOIS


A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante
Butch O'Hare. Ele era um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no
Pacífico Sul. Um dia, o seu esquadrão foi enviado a uma missão.


Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém
tinha esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para
completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo instruiu-o a voltar ao portaaviões.
Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota. Quando
estava voltando ao navio-mãe, viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão
de aviões japoneses voava na direção da frota americana.


Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele
não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo.


Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma
maneira. Afastando todos os pensamentos sobre sua segurança pessoal, ele
mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Seus canhões de calibre 50,
montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e
Deus não prometeu Dias sem Dor; Risos sem Sofrimentos; Sol sem Chuva.
Ele prometeu Força para o Dia; Conforto para as Lágrimas e Luz para o
Caminho..."
em seguida outro. Butch "costurou" dentro e fora da formação, agora rompida, e
incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou.
Ainda assim, ele continuou a agressão.


Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões
inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar.


Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.


Profundamente aliviado, Butch O'Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o
porta-aviões. Logo à sua chegada, ele informou seus superiores sobre o
acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com
detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês
para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.


Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e, por aquela ação Butch, se tornou o
primeiro Ás da Marinha na Segunda Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a
receber a Medalha Congressional de Honra. No ano seguinte, Butch morreu em
combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a
memória deste herói da WW II desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o
principal de Chicago, tem esse nome como tributo à coragem deste grande
homem.


Assim, na próxima vez que você passar no O'Hare International Airport, pense nele
e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e a Medalha de
Honra que recebeu. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.



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O que essas duas histórias têm em comum?


Butch O'Hare era o filho de Easy Eddie.


Recife - PE