domingo, 15 de agosto de 2010

Advinhem quem vem para o jantar...

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A frase-título desta postagem tem uma certa importância num determinado momento do filme "Julie & Júlia", cujo trailler oficial vocês podem ver logo acima.

Comprei este DVD há algumas semanas, mas não havia ainda tido tempo para o assistir.

Dizer que o filme retrata a história verdadeira de duas pessoas, Julia Child e Julie Powell, duas mulheres e duas épocas, cada uma buscando um sentido e uma satisfação à vida, é meramente informativo. Eu diria melhor: assistam ao filme. Não se arrependerão.

Mas o que realmente conta no filme é a relação vivida por essas duas mulheres, com seus maridos, suas frstrações, suas aspirações, seus projetos de vida e como tudo isso as levava a interagir com quem as cercava. Fala de amizade, de dedicação, de renúncia, de caráter, de projetos de vida.

Coincide que venho de uma semana turbulenta que culminaram com alterações de saúde, inclusive com uma gripe oportunista e safada, pois nos leva à cama e não permite que saiamos dela, certamente nascida da minha abertura da "guarda emocional".

No filme, as aspirações de Julie Powell, mulher prestes a completar 30 anos, fizeram o "pano de fundo" para uma profunda reflexão sobre a vida, sobre relacionamentos, sobre individualidade, sobre respeito, sobre auto-estima, sobre amor próprio, sobre aspirações...

Meu próximo passo será ler o livro.



Recife - PE

sábado, 6 de março de 2010

Era uma vez meus 20 anos...



No dia em que completei 20 anos, escrevi algo para "marcar a data".

Naquela época, eu tinha a mania de tentar traduzir em poemas, os fatos relevantes da minha vida.

Ontem, uma amiga fez 20 anos. Daí lembrei desse escrito, o qual quero dividir com os que aqui acessam.

Ei-lo:




Ah que saudades que tenho
De meu tempo de menino.
Moleque de calças curtas
que brincava nas calçadas

Que tinha medo do "urso"
quando era carnaval.
E que morria de rir
Com o palhaço da perna-de-pau.


(- Hoje tem espetáculo? - Tem sim senhor!)

Menino-rei que sonhava
o que ser quando crescer:
aviador? Astronauta?
Quem sabe um grande escritor?


Que brincava na fogueira
nas noites de São João
E namorava as meninas
mesmo sem elas saberem.

Menino que até chorava
com medo dos Irmãos Metralhas.
Que tinha pesadelos com o bicho-papão
e via monstros na sombra da roupa pendurada.

Menino-homem que cresce.
Homem-menino que vive
ainda hoje dentro de mim
e não parece morrer.

Na inconsequente dureza
e na insistente certeza
que dentro do homem-grande
a criança ri e chora.




Escrito em 03 de novembro de 1981