terça-feira, 8 de março de 2011

Um vestido novo!


Há poucos dias fui convidado por uma amiga a acompanhá-la às compras, para comprar um vestido novo e, quem sabe, um par de sandálias, para uma festa da qual iria participar.

Confesso que nunca me esforcei para entender essa necessidade feminina, de aparecer sempre com uma indumentária diferente em cada aparição pública. Alguns dizem que uma mulher sempre se veste para que as outras mulheres vejam e, de preferência, que fiquem cegas de inveja, mas nunca para seus companheiros.

Apesar disso, caso o homem não elogie ou não a faça de centro das atenções, pode ser condenado à pecha de "insensível" e até mesmo de "sem alma" ou de não se esforçar para perceber a alma de sua amada (?), geralmente um pergaminho escrito em hieróglifos.

Mas voltando ao convite ao qual me referi no início deste texto, o aceitei com prazer, pois a companhia era impagável, mas pronto para, ao chegar nas lojas visitadas, ficar calmamente sentado, à espera que a amiga provasse todos os vestidos e certamente, não escolher nenhum deles, de preferência ficar degustando um café ou lendo alguma revista disponível nessas lojas a homens em igual situação.

Mas minha amiga queria mais que apenas minha companhia: queria também minha opinião!

Fui pego de surpresa, mas confesso que fiquei feliz em poder opinar e ainda de até mesmo, ouvindo suas predileções, catar nas araras das lojas, algum vestido que eu imaginasse servir às suas preferências.

Foi divertido e inusitado. Mas aí evidenciou-se outra característica inerente, penso eu, a todas as mulheres. As chamadas "neuras": - Estou gorda! - Vou ficar parecendo uma baleia nesse vestido! - Este aqui é lindo, mas não cabe em mim! - Olha aí, não falei! Não cabe!

E não adianta ao homem afirmar que ela não está gorda, que apenas o vestido não é seu número adequado, pois é sempre contestado com a afirmação de que "você fala assim, porque gosta de mim". Mas, por outro lado, se o homem quiser assinar sua sentença de morte, concorde com ela em alguma de suas afirmações sobre sua suposta gordura.

Com minha amiga não foi diferente. Visitamos 5 lojas. Apenas na quarta delas, achou um vestido do qual se agradou e que, de fato, ficou lindo nela. Mas ainda não comprou, apenas reservou e fomos à quinta loja, onde também encontrou outro vestido do qual gostou. Quando falei que havia ficado lindo em seu corpo, constestou: "Mas você falou o mesmo do outro vestido, da outra loja!". - Por fim, a convenci de que, de fato, esse segundo vestido lhe caiu bem, melhor que o anterior. Finalmente, convencida, mas ainda com ar de dúvidas, fechou negócio.

Depois partimos para a segunda missão do dia que já havia se tornado noite: comprar um par de sandálias. Mas isso aí já é história para outro post.

Então é isso: hoje, Dia Internacional da Mulher, esta pretende ser uma homenagem a este ser incomprensível às vezes, mas sempre digno de nosso carinho, amizade, atenção e amor.



Manaus - AM